Eleições 2022: Luciano Bivar apetece a filiação de Geraldo Alckmin ao União Brasil.


    O presidente nacional do União Brasil e deputado federal por Pernambuco, Luciano Bivar, estará se reunindo com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esta semana para uma conversa política, tendo por objetivo, atrair o possível vice de Lula para o partido. Caso o movimento se concretize, e Alckmin seja oficializado na chapa com o petista, estará selada uma aliança entre os dois maiores partidos do país, com mais tempo de televisão e bancada federal. 

    O encontro estaria sendo articulado pelo também ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que enxerga na ida de Alckmin para o União Brasil uma moeda de troca junto ao PT. França quer juntar de vez Lula e Alckmin, de modo que o seu PSB seja incluso na equação. Em troca, pela lógica de França, PT e União apoiariam os candidatos socialistas em São Paulo, ele próprio, e em Pernambuco, ainda a se definir.

    Neste contexto, ganharia Bivar, que emplacaria o candidato a vice de Lula; ganharia Márcio França, que teria nesta articulação uma moeda de troca para tirar Fernando Haddad do páreo na disputa pelo Governo do Estado e deslocá-lo para uma candidatura ao Senado em sua chapa; e ganharia o PT em nível nacional, que agregaria à sua aliança o partido com o maior tempo de televisão.

    Mas essa potencial super aliança teria reflexos em todo o país. Em Pernambuco, por exemplo, existem dois cenários: Em um deles deles a candidatura de Miguel Coelho, filho do senador Fernando Bezerra Coelho, ex-líder de Bolsonaro, seria mantida, mas agora com uma imagem suavizada à esquerda já que o seu partido faria base da ampla coalizão de apoio a Lula; ou poderia ser lhe negada a legenda para que o União Brasil integre a Frente Popular, conjunto de forças que compõem a base do PSB no estado.

    Na prática a segunda opção não é difícil de acontecer já que, apesar de Miguel, Bivar segue mantendo um pé no Governo do Pernambuco com a indicação de um aliado no Porto do Recife. Caso essa articulação com Geraldo Alckmin prospere, o União Brasil pode, inclusive, emplacar um espaço na chapa majoritária encabeçada pelo PSB em Pernambuco.

    Será que as lideranças do DEM vão aceitar essa empreitada??? Como ficariam nesse processo??? Ora, o principal expoente do partido, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, pode ganhar muito se sua nova legenda aliar-se ao lulismo. De cara, Neto pode conseguir que Lula não vá à Bahia pedir votos para o senador Jaques Wagner, que disputará contra ele o governo baiano em outubro. E essa mesma lógica de construção conjunta será refletida nos estados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pesquisar este blog

Aliados já chamam Mendonça Filho de "senador da direita de Pernambuco".

       Nos bastidores da política pernambucana, aliados do deputado federal Mendonça Filho (PL) já passaram a tratá-lo como o "senador ...